Guia do cuidador
Remédios que não são comprimidos: colírios, bombinhas e adesivos
Nem todo remédio é comprimido — e os que não são costumam ser os mais esquecidos. Colírios, bombinhas e adesivos não ficam na caixinha de remédios semanal, então não há jeito fácil de ver se a dose de hoje aconteceu. Veja como lidar com os remédios não-comprimido mais comuns e encaixá-los na rotina de um pai idoso para nenhum escapar.
Por que esses remédios escapam
Uma caixinha deixa óbvio um comprimido esquecido. Colírios, bombinhas e adesivos ficam em outro lugar, em outro ritmo, e parecem menos com “tomar remédio” — por isso são as falhas silenciosas de uma rotina que, no resto, vai bem. A resposta é dar a cada um a mesma estrutura de um comprimido: um lugar, um horário e um lembrete.
Colírios e pomadas
- Uma gota e espere. Se forem dois colírios diferentes, deixe alguns minutos entre eles para não lavar o primeiro.
- Não toque na ponta. Manter o conta-gotas longe do olho e dos dedos ajuda a evitar contaminação.
- Confira como guardar. Alguns colírios vão para a geladeira; muitos têm validade curta depois de abertos.
Bombinhas e sprays
Com a bombinha, a técnica importa tanto quanto lembrar — uma dose mal feita pode não chegar aos pulmões. Vale o farmacêutico ver seu familiar usando e corrigir os passos; um espaçador pode ajudar muito mãos e respiração mais velhas. Em algumas bombinhas, enxaguar a boca depois faz parte das instruções — confira o rótulo.
Adesivos (patches)
O adesivo erra de duas formas: esquecer de trocar e esquecer de tirar o velho. Prenda a troca a um dia fixo, escreva a data no adesivo com caneta, tire sempre o velho ao colocar o novo, e troque para um ponto novo da pele a cada vez.
Encaixe na mesma rotina
Trate os remédios não-comprimido igual aos comprimidos: um lugar fixo perto de onde a rotina acontece, um horário fixo preso a um hábito, e um lembrete para cada um — inclusive os menos frequentes, como um adesivo semanal. Um aviso confirmado com um toque, e visível ao cuidador, fecha o ponto cego em que colírios, bombinhas e adesivos costumam cair.
Perguntas frequentes
Por que colírios e bombinhas são tão fáceis de esquecer?
Os comprimidos têm uma deixa forte — ficam numa caixinha que você enche uma vez por semana, então a falta salta aos olhos. Colírios, bombinhas e adesivos geralmente não ficam na caixinha, e nada mostra se a dose de hoje foi feita. Também parecem menos com “tomar remédio”, e o horário costuma ser separado das refeições. A solução é dar a eles a mesma deixa de um comprimido: um lugar fixo, um horário fixo e um lembrete.
Como lembrar de trocar um adesivo (patch)?
Prenda a um dia fixo e escreva a data no próprio adesivo com caneta, para qualquer um ver quando foi colocado. Tire sempre o adesivo velho ao colocar o novo — deixar um antigo é um erro comum e evitável — e troque para outro ponto da pele a cada vez. Um lembrete que se repete no dia da troca, com uma confirmação rápida, evita que uma tarefa pouco frequente suma do radar.
Leia também: criar uma rotina de remédios que dura, e todos os nossos guias para cuidadores.
Este guia traz informações gerais e não é orientação médica. Para usar um colírio, bombinha ou adesivo específico — técnica e horário incluídos — pergunte ao seu farmacêutico ou médico e siga o rótulo.
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